Minha História

Meu testemunho, ou seja, como Jesus me encontrou e me salvou, não é como muitos que vemos por aí.

Não posso dizer que um dia fui á uma Igreja Evangélica e aceitei a Cristo e PLIM! minha vida nunca mais foi a mesma, pois não foi assim.

Sempre comparo minha alma a uma casa.

Um belo dia, ouvi batidas na porta.Era Jesus.Ele bateu e bateu.Tudo o que eu lhe disse foi um “Entra aí!”. Sabe quando você recebe uma visita de alguém que não é mais importante do que a comida que você deixou no fogo então você abre a porta de qualquer jeito e grita “Entra aí!”? Pois é. Mas Ele entrou.Ele entrou e viu a casa que ele tinha construído completamente destruída. Os sofás da sala, desbotados e com as molas saltando.As paredes,mofadas e com a pintura descascada.As cortinas, rasgadas. A mesinha de centro partida ao meio. E ali, no canto mais escuro da sala, encolhida, estava eu, tapando o rosto com meus braços cheios de cortes que eu mesma me fizera.Ele sentou e esperou eu perceber que Ele estava ali. E demorou.Quando eu finalmente me dei conta de Sua presença, perguntei porque Ele tinha vindo. Ele me respondeu:”Você é uma de minhas pinturas.Quero restaurá-la antes que se desmanche por inteiro, o que não deve demorar.” Ele sabia como eu me sentia.”Mas só posso fazer isso se você permitir.”Então, Ele foi até as portas que davam para os fundos e as escancarou.Eu disse a Ele :” Aí fora só tem um deserto.” E Ele, o Agricultor, respondeu: ” É exatamente nesse tipo de solo que Eu trabalho.” Abriu as cortinas e deixou entrar o Sol.Era a primeira vez na minha vida que brilhava um Sol daqueles. Um Sol que iluminou até o cantinho onde eu estava me encolhendo. Ele foi até a mesinha de centro, se abaixou e , habilmente a consertou. Pôs em cima dela um vaso e colocou dentro dele rosas amarelas, minhas preferidas.Depois se ajoelhou junto a mim.E estendeu a mão. Eu entendi o que Ele queria. Queria ver minhas feridas. Eu estendi os braços e Ele os segurou com carinho e começou a fazer os curativos. A primeira coisa que eu vi foi que nas mãos Dele também tinham cicatrizes. Mais fundas que as minhas. Ele me disse:”Suas cicatrizes não são vergonhosas. São lembretes. Lembretes do que você passou e não vai mais passar, lembretes de lugares aonde você foi e não deve mais voltar.As minhas,são um lembrete e uma prova do amor que tenho por você.”Assim que se certificou de que todos os cortes estavam lavados e cobertos, e que eu tinha me alimentado do pão que Ele me deu, Jesus foi até o deserto e começou a trabalhar. E assim foi por muito tempo. Ele trabalhava dia e noite lá fora e só entrava pra me alimentar.Até que um dia , quando eu já estava forte o bastante pra me levantar, eu fui ver o que Ele tanto fazia lá naquele deserto.Qual não foi a minha surpresa quando ,ao chegar perto da porta, ouvir o leve barulho de água corrente e , ao olhar lá fora, dar de cara com o mais belo jardim que eu já tinha visto?Pela primeira vez havia vida em mim.Eu não conseguia acreditar!Hoje, o jardim ainda não está acabado. As vezes o solo não quer deixar a vida brotar. Mas Jesus sempre insiste. Ele plantou uma oliveira no centro do jardim, e ás vezes se senta lá pra descansar.Às vezes, eu saio de casa, quando está sol, e me sento ao seu lado só pra ouvir Sua voz e ouvir Seu coração.Mas não está sol sempre e , quando está nublado ou chove, eu fico dentro de casa.Ele me disse que mesmo na chuva ou nos dias nublados e frios, que parecem varrer a vida do jardim, Ele está lá.Às vezes peço perdão a Ele por não sair e ficar junto Dele, mas Ele me diz:” Eu te amo e estou aqui para fazer uma obra que não pode ser feita do dia pra noite. É um processo e não desisto até que os resultados sejam de Meu agrado.Sei que, com o tempo, você aprenderá que pode confiar em Mim cegamente, então sairá e não olhará para o tempo mas para Mim e para o sorriso em Meus lábios, testificando o quanto Meu coração se alegra quando você vem pro meu Colo.”  

“Eu sou do meu Amado e Ele é meu.”(Cantares 6.3)

~mil@~

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